Dezenas de motoentregadores de Franca iniciaram protesto nas avenidas Dr. Ismael Alonso y Alonso e também Major Nicácio para reclamar sobre a falta de reajuste de aplicativos de trabalho. Eles trabalham para diferentes aplicativos. A categoria reclama que quer aumento da taxa de R$ 1,50 para R$ 2,50 por km percorrido
Esse movimento está sendo nacional, depois que a iFood não aceitou conduzir negociações com profissionais. Em São Paulo tem o Sindimoto-SP, que defende a categoria. Os protestos cobram reajuste do iFood, Uber Flash e 99 Entrega. Os atuais valores pagos são de 4 anos atrás.
O trânsito na região da Uni-Facef está complicado por conta da manifestação.
O SindimotoSP entregou, nessa manhã de 1º de abril, três ofícios institucionais que solicitam com urgência apuração e mediação de práticas antissindicais e condições de trabalho dos entregadores por aplicativo reivindicadas na paralisação nacional – Breque Geral de 31 de março e 1º de abril.
Os ofícios foram enviados ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e Tribunal Regional do Trabalho (TRT) – ambos em São Paulo e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
Os textos dos documentos ressaltam que as empresas insistem em práticas antissindicais, já sentenciadas pelo próprio MPT, mas que vieram à tona novamente com denúncia veiculada pelo portal Economia em Pauta, quando o iFood ofereceu promoções e bonificações de até R$ 800,00 a entregadores em cidades estratégicas — como São Paulo e Rio de Janeiro — com vigência exata até a véspera da greve.
“Em relação as reivindicações dos trabalhadores na paralisação geral, as empresas insistiram em não negociar com os sindicatos, representantes legítimos da categoria e prosseguem, em todo tempo, fechados para qualquer tipo de discussão, ignorando as necessidades dos entregadores por melhores condições de trabalho”, divulgou o sindicato.
Há expectativa que MPT, TRT e TST deverão agendar a mediação. Ainda não houve manifestação oficial desses órgãos de fiscalização e judiciais.