A Polícia Civil de Franca investiga um sequestro relâmpago cometido contra uma empresária do setor calçadista. Ela foi feita refém e ficou sob ameaça de um casal que praticou o crime em Franca, na manhã do dia 26 de fevereiro, uma segunda-feira, no bairro São Joaquim. A vítima estava pronta para abrir o negócio e foi abordada pelo casal e obrigada a entrar em um carro.
A abordagem aconteceu por volta das 9h e durou até as 11h. Nesse período, com a mulher na frente e o homem no banco de trás, a empresária foi obrigada a rodar em alguns pontos da cidade e também passar em bancos. Por meio do aplicativo de celular, os criminosos teriam feito diversos pagamentos.
Conforme apurado, o prejuízo para a vítima ficou em cerca de R$ 40 mil. Além disso, a empresária sofreu com a ameaça enquanto estava dentro do veículo, com os criminosos envolta. Os bandidos não teriam mostrado arma para a vítima, mas a todo tempo insinuavam que estavam armados.
A vítima foi obrigada a retonar para a loja onde o crime começou e os suspeitos fugiram. Tempo depois de ela ter sido deixada no local, a suspeita de participar do sequestro relâmpago passou na frente do comércio, teria feito fotos e ainda fez gestos de ameaça para a mulher.
Por conta do caso, a loja chegou a ficar fechada por um período na semana passada e boletim de ocorrência foi registrado sobre o crime. A Polícia Civil, conforme apurado, está buscando pistas dos suspeitos e imagens de câmeras de segurança na região da abordagem foram analisadas ao longo desta semana.
Não há estatística oficial que caracteriza registro de sequestro relâmpago na Segurança Pública de São Paulo. Esses casos podem ser identificados como roubo e extorsão. Ano passado, em janeiro, foram registrados em Franca 28 roubos. Neste mesmo mês, neste ano, foram 35 casos.