O setor calçadista brasileiro gerou 3,88 mil postos de trabalho no primeiro mês do ano, é o que mostram dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números do Caged/RAIS, divulgados nesta quinta-feira (6).
Conforme os dados para Franca, o saldo de postos de trabalho de forma ampla ficou positivo em 1.091 vagas. No acumulado de 12 meses, o saldo também ficou positivo em 2.703 vagas. Foram gerados 60.524 vagas, enquanto as demissões ficaram em 57.821.
Sobre a indústria do calçado de forma geral
Com isso, a indústria do calçado encerrou janeiro com um total de 286 mil empregos diretos, número 1,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, explica que, embora a criação de postos em janeiro seja sazonal, esse foi o maior número de empregos gerados no mês desde 2023. “Contudo, ainda está abaixo da média histórica do mês – computada desde o ano 2000, que é de 4,8 mil novas vagas”, explica.
Segundo Ferreira, o número de postos de trabalho deve seguir em elevação ao longo do ano. O crescimento tem relação com a expectativa de incremento de 2% na produção de calçados em 2025. “Apesar das incertezas, no mercado nacional e especialmente internacional, estamos prevendo esse crescimento que, embora tímido, irá recuperar as perdas produtivas ocasionados pela pandemia, desde 2020”, completa o dirigente, acrescentando que a performance do setor na BFSHOW, que acontecerá em maio, em São Paulo, deve trazer um panorama mais assertivo para o restante do ano.
Embora com queda em relação ao mesmo período de 2023, o estado que mais emprega no setor segue sendo o Rio Grande do Sul. Em janeiro, a indústria calçadista gaúcha gerou 523 postos, encerrando o primeiro mês de 2025 com um estoque de 81,42 mil empregos diretos, 3,3% menos do que no mesmo período do ano passado.
Na sequência entre os estados que mais empregam na atividade aparecem o Ceará (com a perda de 252 postos em janeiro e estoque de 68,85 mil empregos, 7,3% mais do que no mesmo mês de 2024), Bahia (com 851 postos criados em janeiro e estoque de 41,72 mil empregos, 2,5% mais do que em 2024) e São Paulo (com 1,3 mil postos criados em janeiro e estoque de 31,7 mil empregos, 3,3% mais do que no mesmo mês de 2024).
Com ABC+